sábado, 22 de setembro de 2012

Capítulo 2 - A visão ( 第2章 - ビジョン )


                     A Visão

Ao chegar encontrei minha mãe na cozinha, nem eu, nem ela soltamos uma palavra sequer, senti vontade de pedir desculpas mais o orgulho não me deixava, uma certa vergonha, mais, por que aquilo estava acontecendo comigo? Logo comigo, que peço desculpas tão facilmente aos amigos e pessoas próximas e não consigo pedir desculpas para a pessoa que mais amo, resolvi então ir ao meu quarto, já era noite eu estava sozinha, não tinha ninguém para conversar, então resolvi dar uma volta no lago em frente a minha casa.


Ao chegar ao lago, percebi que os vizinhos mais antigos, que estavam naquele lugar saíram, talvez por que já era tarde e estava frio ou mesmo por que não gostavam de mim, não importava naquele momento, eu já havia saído para espairecer, não iria me irritar com aquilo. A noite estava clara, a grande lua iluminava todo o lago, ate mesmo aquela pequena ilha que se encontrava no meio do lago, que geralmente era como um monte de cinzas, estava clara, o vento começou as soprar, então resolvi dar uma ultima caminhada na beira, de repente as ventanias aumentaram e senti a sensação de estar sendo observada e seguida, virei de costas para ver se tinha alguém realmente me seguindo, não havia nada somente as folhas fazendo redemoinhos em meio ao nada, mesmo vendo que não havia nada me observando, ainda sentia a sensação de estar sendo observada, de repente, quando olho para o lago esta lá, um cisne grande e brilhante como a lua, me olhando atentamente, não conseguia tirar os olhos dele, sentei em um banco que havia atrás de mim, o vento começou a soprar e as folhas começaram a dançar envolta de mim em um rodopio quase infinito, de repente ele sumiu, como em um passe de magica, quando olhei ao lado de mim  estava o livro com algumas folhas em cima, como se ele estivesse lá durante todo o espetáculo, aquilo me deixou mais confusa, peguei o livro , entrei para casa e fui dormir.
Naquela noite não consegui dormir direito, aquilo que havia acontecido no parque me deixou mais confusa, sentia meus neurônios dando um nó na minha cabeça, senti-a divida em três partes, uma, culpada pelo que havia dito a minha mãe, outra, uma vontade de ler aquele livro e aceitar seu convite quase magico e outra dizia que o que estava acontecendo comigo não podia, ou melhor, não era real, será que aquilo era um sonho? Que era só minha imaginação e que no outro dia eu acordaria e seria normal? Provavelmente não, aquilo era real, eu sentia e sabia, mais minha cabeça não queria acreditar. Ainda aquelas palavras soltadas por mamãe soavam em minha cabeça, aquela duvidas e ideias me assombravam feitos fantasmas em meio à noite e quando de repente dormi. 
-Tula!
-Tula!!
-Venha pra casa.
-Venha, venha, Venha!!!

Acordei assustada, de quem era aquela voz, não me era estranha, era calorosa e familiar, doce e meiga, como uma melodia que acalmava minha mente e meu coração.
Naquele dia as fagulhas pareciam mais agitadas do que de costume e se materializavam com só um pensamento, será que e dia de lua cheia? Não, se fosse eu me sentiria mais leve, mais não, pelo contrario, sentia todo o peso das minhas duvidas na minha cabeça, atormentavam-me completamente, levantei e fui tomar um banho, decidi que ia pedir desculpas a minha mãe, mais quando desci para tomar café, ela já havia saído, resolvi dar uma volta no lago, a agua estava calma e as folhas dançavam em meio ao jardim, a ilha ganhou novamente sua forma assombrosa e medonha de antes, o vento soprava meu rosto e por um momento esqueci-me de tudo, da briga com minha mãe, do ódio que todos sentiam de mim, mais uma coisa eu não conseguia esquecer, “BOOK,BOOK,BOOK” estas palavras rodeavam minha mente então entrei, coloquei a farda e fui pro colégio.
Resolvi ir a pé ao colégio, não era muito distante da minha casa e eu aproveitava a caminhada para pensar, encontrei Komoí no caminho, por que ele também havia ido ao colégio a pé? Será que havia acontecido alguma coisa?

- O i Komoí, aconteceu alguma coisa?
-Oi, mais ou menos, discuti com a minha mãe .
-Por quê?
- Recebi um convite para a festa da Yuuka e ela não deixou eu ir.
- Certa ela, subiu um ponto no meu conceito.
-Que isso Tula? Por que você fala isso.
-Você sabe que ela sempre me esnoba e é a pessoa que eu tenho mais ódio no mundo e ainda você ia à festa dela, não fala comigo.
-Calma, acho que foi melhor ela não deixar mesmo.
-Alevante as mãos pro céu e diga “Amém” por isso, porque se você tivesse ido, eu tinha te matado.
-Calma você tá muito estressada, aconteceu algo?
-Aconteceu, além de estar acontecendo isso tudo entre eu e minha mãe, eu achei um livro estranho na biblioteca que esta mi deixando assustada.
-Por quê? A historia é muito assustadora.
-Para komoí! Não e brincadeira.
- Desculpa, da pra ver que você não esta muito bem mesmo.

Naquele momento Komoí percebeu que eu estava mesmo angustiada, que eu não estava bem, viu que o medo misturado com preocupação tomava meu rosto e que a insegurança tomava todo o meu corpo.

Naquele momento Komoí fez a única coisa que eu achava mais improvável dele fazer, ele me abraçou, um abraço forte e caloroso, ele sabia o que eu estava sentindo e precisando.

- Calma! Vai ficar tudo bem.

Eu comecei a chorar em seu ombro, sentia que se guardasse por mais tempo aqueles segredos, os poderes, o que tinha acontecido no lago, eu iria ficar louca, então resolvi contar tudo para Komoí.

-Você deveria ser escritora, isso daria uma ótima historia.
-Não é brincadeira komoí, eu estou dizendo a verdade.
-Poderes não existem Tula, embora você queira ter super poderes para atravessar seus desafios, eles não existem.
-Você quer que eu prove?
-Sim, você pode?
-Então preparasse para o passeio.

Eu sabia a magia certa para aquele momento, havia aprendido sem querer no sitio da minha vó, eu havia acabado de assistir um filme em que um cachorro se perdia na lua, então botei na minha cabeça que eu tinha que ir resgatar o cachorro, a noite era estrelada e a lua estava cheia, acho que foi por isso que eu consegui, eu falei “Tapete estrelar”, de repente fagulhas, como estrelas, começaram a formar um tapete brilhante abaixo de mim e eu comecei a voar, eu voei, voei o mais alto que eu pude mais, como era pequena, não tinha energia suficiente para ir muito alto, então o tapete começou a descer conforme a minha energia acabava, de repente eu já estava no chão, fraca, pois depois de se usar muita energia você fica fraca e abatida, então eu entrei cambaleando dentro de casa e fui dormir.

-Tapete estrelar!
-O que é isso Tula?!
-Você não duvidava da magia?! Agora eu estou te provando que ela existe.
-Calma Tula! Tá bom, eu acredito! Agora desce a gente.
- Só depois que a gente der um passeio.
-Ahhhhhhh!

Em um campo perto da escola...
-E ai? Gostou do passeio?
-Isso foi, foi... Maneiro! Vamos de novo?!
-Rsrs, Cara, você é louco mesmo viu?
- A gente vai andar de novo né?
-Não dá, eu tenho que me recuperar, depois a gente da um passeio.
-Tá bom mais agora eu é que vou ti levar.

Komoí me pegou e me botou em suas costas e me levou ate a escola.
Quanto mais tempo passava com Komoí, mais eu me sentia livre, sentia que podia ser eu mesma sem que houvesse julgamentos, sentia-me atraída por ele a cada gesto de compreensão e carinho que ele demostrava, sentia vontade de falar o que sentia para ele, mais o medo e o risco de perder aquela amizade eram muito grandes para enfrentar que resolvi guardar comigo e ser só sua amiga.

Nos corredores da escola...
-Olá Tula, vai aonde com essa roupa tão justa? Para a esquina?
-Oi Yuuka, Primeiro que não ti interessa aonde eu vou e segundo, acho que você esta confundindo os papeis, esse é o seu trabalho, não o meu.
-Mais pelo menos não sou louca, nem mutante.
-Acho melhor você se calar sua...
-Por quê? Você vai me acertar com seus poderes, estranha?
Minha raiva dela era tão grande que sem querer já estava produzindo uma esfera estrelar, um feitiço que aprendi lá na casa do meu pai quando eu queria tirar uma maçã do pé de maçãs, Komoí percebeu que eu já estava acumulando energia e segurou meu braço.
-Não faça isso. Ela não vale a pena. Vamos embora.

Eu podia, melhor, eu queria soltar aquele feitiço nela, mais graças a Komoí eu não o fiz, uma parte minha ficou com raiva dele, mais outra agradeceu por ele ter me parado, ela não valia o esforço, se tivesse acertado-a com a esfera, só iria ter feito o que ela queria, demostraria que tinha verdadeiramente poderes e que ela e todos os outros estava certos de achar que eu era estranha, que eu era anormal. Resolvi matar a aula de ciências para pensar um pouco sobre tudo, sobre meus problemas, sobre Komoí, sobre meus poderes e, sobretudo aquele livro, aquele livro que desde o dia que eu encontrei, meus problemas começaram a aparecer, será que havia uma maldição por traz do livro? Será que eu deveria aceitar seu convite? Duvidas, duvidas e mais duvidas, elas simplesmente não sumiam, só aumentavam com o passar do tempo, não dizem que o tempo e o melhor remédio, no meu caso não estava funcionando muito bem.
Já era noite quando cheguei em casa, resolvi não jantar, só fiz um lanche e fui para o meu quarto, minha mãe já havia dormido, parecia que me evitava, uma frase que ela sempre dizia era que: nunca devemos pedir desculpas ”morra errada mais não assumo, ‘desculpas’ demostram fraqueza  e fazem com que pisem em você, te humilhem e ti rebaixem e que ti usem” , escutei varias vezes esta frase, era como um dilema para minha mãe, geralmente eu não usava muito esta frase mais vi que há muita razão nela, pessoas lhe magoam mais quando você demostra fraqueza, poucos são aqueles que querem o seu bem.
Hoje é sexta anoite, amanhã não tem aula, domingo vai ser a festa daquela idiota da Yuuka, mais uma vez vou ficar em casa de novo, vendo programas de auditório ridículo com um idiota dizendo “Quem quer dinheiro”, dá ate vontade de chorar.

Tiririririm!
 Tiririririm!
Tiririririm!

Quem é que esta ligando uma hora dessas? Talvez seja o Komoí, é bem a cara dele, ligar uma hora dessas.
-Alo?!
-Alo Tula, é o komoí, tudo bom?
-Sabia que era você .
- Você já viu sua caixa de e-mails?
-Não! Por quê?
-Porque você recebeu um convite da Yuuka para ir à festa dela.
-O que? Não acredito que ela teve a coragem de fazer isso.
-Ela teve e fez. Você vai a festa dela?
-É claro que não!
-Escuta! Amanhã vai ao parque e lá a gente conversa, agora vai dormir um pouco.
-Tá bem, amanhã a gente se fala. Tchau
-Tchau, boa noite.



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