O livro
Oi, meu
nome é Tula, tenho 14 anos, tenho uma vida meio complicada, meus pais são
separados, todos me acham estranha mais eu não tenho culpa, meu pai mora no
Japão e eu e minha mãe moramos em outro país chamado Magnólia, eu e minha mãe muitas
vezes brigamos, mas eu á amo muito, eu e meu pai não nos damos muito bem, mais
porque ele bebe muito e as vezes ele é muito mandão, mais eu também o amo...
Não posso reclamar de nada, tenho uma mãe muitas vezes legal, um pai que ajuda financeiramente a família, mais o que pior é o fato de todos me acharem estranha, mais acho que eles não fazem de proposito, pois se eu tivesse no lugar deles também faria, por que às vezes eu ajo meio que como uma louca, brincando com o nada, como se tivesse controlando algo ou alguma coisa e quando eu fico irritada, ventanias muito fortes acontecem, mas, o mais estranho e que por todo o lado que eu olho tem, como se fossem fagulhas que eu consigo controlar, emitir e absorver, minha mãe disse que eu fui adotada, que ela estava dentro de casa e viu um clarão no lado de fora e quando foi conferir o que tinha acontecido me viu na frente da sua casa com um cordão de um cisne em um envelope, nele dizia que eu deveria sempre usa-lo, pois ele iria me proteger, até uns dias atrás não acreditava nessa historia, pensava que ela tinha inventado isso só para eu não tirar aquele cordão, que muitas vezes mi fazia me sentir mais segura, mais de uns meses pra cá, eu comecei a mudar de ideia, às fagulhas que antes eram irreais agora estão se materializando tomando formas e propriedades diferentes o que torna mais difícil de esconde-las do meus amigos.
Hoje é
segunda-feira 30 de março de 2020, estou pegando o ônibus da escola, meu melhor
amigo é Komoí, ele estuda comigo desde o primário, nós sempre fomos amigos é ele
é o único que me acha normal.
-Oi
Komoí, tudo bem?
-Tó
sim, você estudou para o teste de historia de amanhã?
-Que
nada, não e aquele de lendas antigas que fala de uma garota que salvou o Japão com
a ajuda de um cisne?
-Sim,
esse mesmo.
-Deve
ser uma historia bem boba, as perguntas devem ser fáceis.
-Pelo
contrario a lenda e super legal, você deveria ler a garota me lembra muito você
-Ha
há! Piada né meu?
-Não.
Ela é muito parecida com você
-Há!
Tá bom me deixa ir pra aula. Tchau.
-Tá
bom tchau, vê se dá uma olhada na historia.
-Tá
bom, se eu tiver tempo eu olho.
-Tá.
E claro
que eu não vou ler aquela historia como aquela garota pode parecer comigo, acho
que o Komoí endoidou.
Naquela
noite...
-Mãe!!!!!!Chegueiii.
-Oi
filha, vá tomar banho e depois desça para jantar.
-Tá
bom mãe.
No
jantar...
-Como
foi no colégio filha?
-Foi
bem, igual aos outros dias.
-Continuam
ti achando estranha?
-Acho
que já se acostumaram
-Isso
deve ser só uma fase
-Eu
espero que essa fase passe rápido
Embora
eu dissesse para a minha mãe que não gostava de ver aquelas fagulhas e de muito
menos controlá-las, era uma das poucas coisas que me faziam me sentir “em
casa”. Embora minha mãe dissesse que não se importava eu sabia, lá no fundo eu
sabia, que ela tinha medo de mim e como todos, me achava anormal, quando era
pequena me importava muito com aquilo, é muito ruim você se sentir desprezada
por sua própria mãe, mais com o passar do tempo aprendi que não devemos viver
pensando no que os outros vão pensar, falar ou achar da gente, aprendi que só
devemos viver, fazer o que nos faz bem e não o que faz os outros se sentirem
felizes. Lembro-me de um dia que eu e minha mãe fomos a uma loja, lá tinha uma
boneca que era linda e eu pedi muito a ela e ela não me deu, me senti triste e
a raiva começou a tomar conta do meu corpo, de repente ventanias começaram a
surgir levando tudo, brinquedos, roupas, bancos, tudo. Quando me acalmei estava
à loja toda destruída só tinha ficado a minha boneca, intacta, como se nada
tivesse acontecido naquele lugar onde ela estava, desse dia em diante aquele
olhar amoroso e meigo que minha mãe sempre tinha foi trocado por um olhar de
medo e desconfiança, mais a gente aprendi a conviver, acostuma e deixa pra lá.
Naquela
noite decidi ler um pouco daquele livro, fui conferir se aquela menina era
realmente parecida comigo, no começo da historia ela parecia, por incrível que
pareça, parecia comigo, seu jeito, seu modo de falar, era estranho, que com o
passar da historia eu me identificava mais e mais com ela, não pude ler nem o
começo da historia por que minha mãe me mandou desligar a lâmpada e ir dormir,
como estava com sono e sabia que a aula de historia só seria depois do recreio,
eu resolvi deixar para ler o resto da historia na biblioteca.
No outro dia...
-Ai, não tenho nada pra vestir,
hm... Deixa-me ver... Achei, este é perfeito.
-Sei
que a minha mãe não gosta de vestidos curtos mais uma vez na vida não faz mal.
Ao descer da escada...
-Aonde você pensa que vai
vestida desse jeito em Tula?
-Pro colégio!?
-Com esse vestido?
- Sim, por quê?
-Vá trocar este vestido Tula
-Eu não vou
-Vá trocar agora Tula
-Não tem nada de mais no
vestido
-Você vai pro colégio parecendo
uma puta?
-Me respeite, olhe as palavras
que usa mãe.
-Ou você vai fazer o que,
destruir tudo com suas ventanias.
-Não é culpa minha se pelo
menos algo me defende.
-Então eu não sou uma boa mãe
pra você se estiver achando ruim o tratamento a porta é a serventia da casa.
-Tá me expulsando
-Não só tó dizendo que se você
está achando ruim o tratamento, vá morar com o seu pai.
- Sei que você me odeia mais eu
não tenho culpa de ter esses “poderes” e você que se diz minha mãe deveria
entender.
-Ainda bem que eu não sou ela.
Certas
palavras nunca me magoaram tanto como aquelas, você se sente um lixo escutando
isso da pessoa que ti criou e viveu com você todos os anos da sua vida. Sai de
casa chorando e corri para a parada. Quando cheguei lá, escutei ao longe a voz
dela me pedindo desculpas pelo o que havia dito, eu, ao invés perdoá-la disse:
-EU TI ODEIO, DO FUNDO DO MEU
CORAÇÃO EU TI ODEIO.
Vi ao
longe, lagrimas escorrem no seu rosto como duas esmeraldas se derretendo em
meio ao algodão que era seu rosto.
-O que aconteceu Tula, você tá
chorando?
- Eu e minha mãe brigamos de
novo mais eu vou me recuperar
Sorri
com o objetivo de disfarçar as lagrimas que tanto meus olhos como o meu coração
derramavam, Komoí não acreditou no sorriso muito menos que eu estava me
recuperando, ele sabia que eu não estava bem e que aquela ferida não se curaria
tão cedo.
Embora
o olhar dela me deixasse triste eu a amava, mais infelizmente palavras não
podem voltar atrás, nem mesmo ás que a gente mais se arrepende.
Na aula
de matemática não consegui me concentrar, só conseguia pensar naquelas palavras
tanto minhas como dela, aquelas lagrimas escorrendo em seu rosto, sempre vou me
lembrar daquilo, nunca quis magoá-la, muito menos faze-la chorar mais aquelas
palavras soltadas por ela também me magoaram imagine a mulher que lhe criou
dizer que da graças a deus por não ser sua mãe, pode parecer uma coisa besta,
uma coisa simples que passa rápido, “só são palavras”, não é isso que muitos
dizem, mais não é assim, nem um pouco assim, palavras são piores que socos ou
murros, palavras ferem o coração, ti deixam abalada, triste e demoram muito
para cicatrizar ou muitas vezes, não cicatriza.
Na hora
do recreio fui a biblioteca, terminar de ler aquela historia, será que aquela
garota tão parecida comigo teria uma resposta para o meu problema? Essa pergunta
rodava em minha cabeça, mas, de uma coisa eu tinha certeza, ler aquela historia
me faria pelo menos esquecer o que estava acontecendo, voltar um pouco no
tempo, mergulhar em uma historia, tomara que eu tenha razão.
Passando
pelos corredores daquela grande mansão, que sempre me levaram a vários lugares
e tempos diferentes, percebi uma porta, um quarto novo, será que estão fazendo
reformas? Não, aquele quarto sempre esteve lá, talvez eu não tivesse percebido
por que tinha uma grande estante na frente ou simplesmente por que eu estava
concentrada de mais nos meus livros que nunca tinha percebido. Resolvi entrar
lá embora tivesse um aviso bem grande lá escrito: “PRIOIBIDO, NÃO ENTRE”, não
resisti sentia algo me chamando, como se ele sempre estivesse esperando o
momento certo e aquele era o momento certo.
Havia
uma pequena galeria com livros velhos e caindo aos pedaços, de repente notei um
certo brilho no terceiro corredor, corri para conferir quando cheguei lá não
havia nada, só mais livros mais em meio aqueles todos, mas um me chamou muito
atenção, ele estava lá, como se fosse esperando alguém folear suas folhas e
diferente de todos, ele era novo, como se tivesse acabado de sair da fabrica.
Ele era vermelho, havia linhas douradas ao seu redor, seu titulo era book, nome
estranho para um livro, já que book significa livro, seu titulo era feito com
letras enfeitadas, os “o” tinham seu buracos em forma de sol e o buraco do “b”
em forma de folhas, senti-me atraída a ler aquele livro, devorar cada letra de
suas folhas, mas quando abri não havia nada, foliei, foliei as folhas ate que
encontrei uma mancha de tinta nela havia escrito:
それはあなたが大声で言い続けたい場合は、私がしたい、調教師、魔法は、すべての崇拝英雄であった側でエンチャントされている土地は、人間と魔法の短命側でしたが、ない場合は、今この本を閉じます。
Era uma
língua antiga do antigo Japão, sabia, pois houve um tempo que ia passar duas
semanas de férias na casa de meu pai e ele fazia questão que eu soubesse sua
língua, mais depois de ver meu pai naquele verão, nunca mais pisei lá. Era
final de férias, fizeram uma grande festa pra mim, estávamos todos felizes, ate
ele começar a beber, aquela expressão amorosa que meu pai tinha, foi trocada
por uma expressão meio agressiva e mandona que, para mim, uma criança, ver seu
pai bêbado e rude, foi muito traumatizante. Toda festa foi interrompida para
parar meu pai, aquilo foi muito triste, mais pelo menos pra isso aquilo serviu,
a tradução do texto era a seguinte:
Era uma
terra encantada, humanos e magia viviam lado a lado, os domadores de magia eram
heróis e todos os adoravam. Se desejar continuar diga em voz alta, eu quero, se
não feche este livro agora.
Não
intendi muito bem o texto era meio sem sentido mais resolvi pegar o livro antes
que alguém chegasse. De repente, uma sirene toca, será que e a do final do
recreio? Não era o alarme de incêndio, parece que a cozinha estava em chamas,
em certo ponto me senti aliviada pois as aulas foram adiadas e eu não tinha
estudado para o teste todos nos fomos liberados, eu e Komoí decidimos dar uma
volta antes de ir para casa, não estava muito afim de encontrar minha mãe
agora, mais não poderia adiar pra sempre, uma hora teria que enfrentar, resolvi
não adiar mais e fui para casa.
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Se houver algum erro ortográfico ignorem blz? COMENTEM E SIGAM ! Beijos até mais!
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