sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Capítulo 1 - O livro ( 第1章 - 本 )


O livro

Oi, meu nome é Tula, tenho 14 anos, tenho uma vida meio complicada, meus pais são separados, todos me acham estranha mais eu não tenho culpa, meu pai mora no Japão e eu e minha mãe moramos em outro país chamado Magnólia, eu e minha mãe muitas vezes brigamos, mas eu á amo muito, eu e meu pai não nos damos muito bem, mais porque ele bebe muito e as vezes ele é muito mandão, mais eu também o amo...

Não posso reclamar de nada, tenho uma mãe muitas vezes legal, um pai que ajuda financeiramente a família, mais o que pior é o fato de todos me acharem estranha, mais acho que eles não fazem de proposito, pois se eu tivesse no lugar deles também faria, por que às vezes eu ajo meio que como uma louca, brincando com o nada, como se tivesse controlando algo ou alguma coisa e quando eu fico irritada, ventanias muito fortes acontecem, mas, o mais estranho e que por todo o lado que eu olho tem, como se fossem fagulhas que eu consigo controlar, emitir e absorver, minha mãe disse que eu fui adotada, que ela estava dentro de casa e viu um clarão no lado de fora e quando foi conferir o que tinha acontecido me viu na frente da sua casa com um cordão de um cisne em um envelope, nele dizia que eu deveria sempre usa-lo, pois ele iria me proteger, até uns dias atrás não acreditava nessa historia, pensava que ela tinha inventado isso só para eu não tirar aquele cordão, que muitas vezes mi fazia me sentir mais segura,  mais de uns meses pra cá, eu comecei a mudar de ideia, às fagulhas que antes eram irreais agora estão se materializando tomando formas e propriedades diferentes o que torna mais difícil de esconde-las do meus amigos.

Hoje é segunda-feira 30 de março de 2020, estou pegando o ônibus da escola, meu melhor amigo é Komoí, ele estuda comigo desde o primário, nós sempre fomos amigos é ele é o único que me acha normal.
-Oi Komoí, tudo bem?
-Tó sim, você estudou para o teste de historia de amanhã?
-Que nada, não e aquele de lendas antigas que fala de uma garota que salvou o Japão com a ajuda de um cisne?
-Sim, esse mesmo.
-Deve ser uma historia bem boba, as perguntas devem ser fáceis.
-Pelo contrario a lenda e super legal, você deveria ler a garota me lembra muito você
-Ha há! Piada né meu?
-Não. Ela é muito parecida com você
-Há! Tá bom me deixa ir pra aula. Tchau.
-Tá bom tchau, vê se dá uma olhada na historia.
-Tá bom, se eu tiver tempo eu olho.
-Tá.
E claro que eu não vou ler aquela historia como aquela garota pode parecer comigo, acho que o Komoí endoidou.

Naquela noite...

-Mãe!!!!!!Chegueiii.
-Oi filha, vá tomar banho e depois desça para jantar.
-Tá bom mãe.

No jantar...
-Como foi no colégio filha?
-Foi bem, igual aos outros dias.
-Continuam ti achando estranha?
-Acho que já se acostumaram
-Isso deve ser só uma fase
-Eu espero que essa fase passe rápido

Embora eu dissesse para a minha mãe que não gostava de ver aquelas fagulhas e de muito menos controlá-las, era uma das poucas coisas que me faziam me sentir “em casa”. Embora minha mãe dissesse que não se importava eu sabia, lá no fundo eu sabia, que ela tinha medo de mim e como todos, me achava anormal, quando era pequena me importava muito com aquilo, é muito ruim você se sentir desprezada por sua própria mãe, mais com o passar do tempo aprendi que não devemos viver pensando no que os outros vão pensar, falar ou achar da gente, aprendi que só devemos viver, fazer o que nos faz bem e não o que faz os outros se sentirem felizes. Lembro-me de um dia que eu e minha mãe fomos a uma loja, lá tinha uma boneca que era linda e eu pedi muito a ela e ela não me deu, me senti triste e a raiva começou a tomar conta do meu corpo, de repente ventanias começaram a surgir levando tudo, brinquedos, roupas, bancos, tudo. Quando me acalmei estava à loja toda destruída só tinha ficado a minha boneca, intacta, como se nada tivesse acontecido naquele lugar onde ela estava, desse dia em diante aquele olhar amoroso e meigo que minha mãe sempre tinha foi trocado por um olhar de medo e desconfiança, mais a gente aprendi a conviver, acostuma e deixa pra lá.
Naquela noite decidi ler um pouco daquele livro, fui conferir se aquela menina era realmente parecida comigo, no começo da historia ela parecia, por incrível que pareça, parecia comigo, seu jeito, seu modo de falar, era estranho, que com o passar da historia eu me identificava mais e mais com ela, não pude ler nem o começo da historia por que minha mãe me mandou desligar a lâmpada e ir dormir, como estava com sono e sabia que a aula de historia só seria depois do recreio, eu resolvi deixar para ler o resto da historia na biblioteca.

No outro dia...

-Ai, não tenho nada pra vestir, hm... Deixa-me ver... Achei, este é perfeito.
-Sei que a minha mãe não gosta de vestidos curtos mais uma vez na vida não faz mal.

Ao descer da escada...

-Aonde você pensa que vai vestida desse jeito em Tula?
-Pro colégio!?
-Com esse vestido?
- Sim, por quê?
-Vá trocar este vestido Tula
-Eu não vou
-Vá trocar agora Tula
-Não tem nada de mais no vestido
-Você vai pro colégio parecendo uma puta?
-Me respeite, olhe as palavras que usa mãe.
-Ou você vai fazer o que, destruir tudo com suas ventanias.
-Não é culpa minha se pelo menos algo me defende.
-Então eu não sou uma boa mãe pra você se estiver achando ruim o tratamento a porta é a serventia da casa.
-Tá me expulsando
-Não só tó dizendo que se você está achando ruim o tratamento, vá morar com o seu pai.
- Sei que você me odeia mais eu não tenho culpa de ter esses “poderes” e você que se diz minha mãe deveria entender.
-Ainda bem que eu não sou ela.
Certas palavras nunca me magoaram tanto como aquelas, você se sente um lixo escutando isso da pessoa que ti criou e viveu com você todos os anos da sua vida. Sai de casa chorando e corri para a parada. Quando cheguei lá, escutei ao longe a voz dela me pedindo desculpas pelo o que havia dito, eu, ao invés perdoá-la disse:
-EU TI ODEIO, DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO EU TI ODEIO.
Vi ao longe, lagrimas escorrem no seu rosto como duas esmeraldas se derretendo em meio ao algodão que era seu rosto.
-O que aconteceu Tula, você tá chorando?
- Eu e minha mãe brigamos de novo mais eu vou me recuperar
Sorri com o objetivo de disfarçar as lagrimas que tanto meus olhos como o meu coração derramavam, Komoí não acreditou no sorriso muito menos que eu estava me recuperando, ele sabia que eu não estava bem e que aquela ferida não se curaria tão cedo.
Embora o olhar dela me deixasse triste eu a amava, mais infelizmente palavras não podem voltar atrás, nem mesmo ás que a gente mais se arrepende.
Na aula de matemática não consegui me concentrar, só conseguia pensar naquelas palavras tanto minhas como dela, aquelas lagrimas escorrendo em seu rosto, sempre vou me lembrar daquilo, nunca quis magoá-la, muito menos faze-la chorar mais aquelas palavras soltadas por ela também me magoaram imagine a mulher que lhe criou dizer que da graças a deus por não ser sua mãe, pode parecer uma coisa besta, uma coisa simples que passa rápido, “só são palavras”, não é isso que muitos dizem, mais não é assim, nem um pouco assim, palavras são piores que socos ou murros, palavras ferem o coração, ti deixam abalada, triste e demoram muito para cicatrizar ou muitas vezes, não cicatriza.
Na hora do recreio fui a biblioteca, terminar de ler aquela historia, será que aquela garota tão parecida comigo teria uma resposta para o meu problema? Essa pergunta rodava em minha cabeça, mas, de uma coisa eu tinha certeza, ler aquela historia me faria pelo menos esquecer o que estava acontecendo, voltar um pouco no tempo, mergulhar em uma historia, tomara que eu tenha razão.
Passando pelos corredores daquela grande mansão, que sempre me levaram a vários lugares e tempos diferentes, percebi uma porta, um quarto novo, será que estão fazendo reformas? Não, aquele quarto sempre esteve lá, talvez eu não tivesse percebido por que tinha uma grande estante na frente ou simplesmente por que eu estava concentrada de mais nos meus livros que nunca tinha percebido. Resolvi entrar lá embora tivesse um aviso bem grande lá escrito: “PRIOIBIDO, NÃO ENTRE”, não resisti sentia algo me chamando, como se ele sempre estivesse esperando o momento certo e aquele era o momento certo.
Havia uma pequena galeria com livros velhos e caindo aos pedaços, de repente notei um certo brilho no terceiro corredor, corri para conferir quando cheguei lá não havia nada, só mais livros mais em meio aqueles todos, mas um me chamou muito atenção, ele estava lá, como se fosse esperando alguém folear suas folhas e diferente de todos, ele era novo, como se tivesse acabado de sair da fabrica. Ele era vermelho, havia linhas douradas ao seu redor, seu titulo era book, nome estranho para um livro, já que book significa livro, seu titulo era feito com letras enfeitadas, os “o” tinham seu buracos em forma de sol e o buraco do “b” em forma de folhas, senti-me atraída a ler aquele livro, devorar cada letra de suas folhas, mas quando abri não havia nada, foliei, foliei as folhas ate que encontrei uma mancha de tinta nela havia escrito:
 それはあなたが大声で言い続けたい場合は、私がしたい、調教師、魔法は、すべての崇拝英雄であった側でエンチャントされている土地は、人間と魔法の短命側でしたが、ない場合は、今この本を閉じます。
Era uma língua antiga do antigo Japão, sabia, pois houve um tempo que ia passar duas semanas de férias na casa de meu pai e ele fazia questão que eu soubesse sua língua, mais depois de ver meu pai naquele verão, nunca mais pisei lá. Era final de férias, fizeram uma grande festa pra mim, estávamos todos felizes, ate ele começar a beber, aquela expressão amorosa que meu pai tinha, foi trocada por uma expressão meio agressiva e mandona que, para mim, uma criança, ver seu pai bêbado e rude, foi muito traumatizante. Toda festa foi interrompida para parar meu pai, aquilo foi muito triste, mais pelo menos pra isso aquilo serviu, a tradução do texto era a seguinte:
Era uma terra encantada, humanos e magia viviam lado a lado, os domadores de magia eram heróis e todos os adoravam. Se desejar continuar diga em voz alta, eu quero, se não feche este livro agora.
Não intendi muito bem o texto era meio sem sentido mais resolvi pegar o livro antes que alguém chegasse. De repente, uma sirene toca, será que e a do final do recreio? Não era o alarme de incêndio, parece que a cozinha estava em chamas, em certo ponto me senti aliviada pois as aulas foram adiadas e eu não tinha estudado para o teste todos nos fomos liberados, eu e Komoí decidimos dar uma volta antes de ir para casa, não estava muito afim de encontrar minha mãe agora, mais não poderia adiar pra sempre, uma hora teria que enfrentar, resolvi não adiar mais e fui para casa.

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